O que é biocentrismo e porque ele impacta em sua vida presente

Tempo de leitura: 7 minutos

Há alguns anos, o cientista Robert Lanza criou uma nova teoria sobre a vida e a morte que chocou a comunidade científica e gerou debates acalorados na internet. Estamos falando do Biocentrismo – uma nova forma de encarar a existência e também a consciência.

Conhecido por seus estudos com células-tronco, Lanza começou a estudar física, mecânica quântica e astrofísica. E foi a partir da união de todo esse conhecimento que nasceu o Biocentrismo. Quer entender melhor? Continue a leitura!

O que é Biocentrismo?

A teoria do Biocentrismo nos ensina que vida e consciência são essenciais para o universo. De acordo com os estudos de Lanza, é a consciência que cria o universo material – e não o contrário.

A palavra “biocentrismo” não é nova. Ela já existia como antagonista de antropocentrismo. Ou seja, nessa visão todos os seres vivos, independentemente da espécie, são e devem ser o centro de consideração ética e moral. Dessa forma, o planeta não existe para servir o ser humano. Nós fazemos parte dele e todos os demais seres vivos também têm direito de coexistir conosco.

Essa noção de biocentrismo é bastante conhecida e muito divulgada por ativistas que trabalham em prol da sustentabilidade, retirando o “poder” do homem de destruir o planeta e usar as demais espécies como bem entender.

O biocentrismo quântico, contudo, proposto por Lanza é um pouco diferente. Ele afirma que a consciência é o elemento mais fundamental do universo. É ela que rege e estabelece a composição do universo – e não o inverso como a ciência acreditou até agora.

Lanza vai ainda mais longe ao afirmar que a consciência continua mesmo depois da morte física e se aperfeiçoa com o tempo, voltando em outros corpos (pela reencarnação) e atuando entre uma vida e outra em dimensões diferentes da nossa.

Espaço-tempo

O cientista, ao estudar os avanços da física quântica, também se aprofunda na questão do espaço-tempo. Ele afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas que existem por si mesmas, mas sim ferramentas relativas, adaptadas ao nosso nível de consciência animal, interpretados pela nossa mente em determinado estado de consciência.

Ou seja, na visão de Lanza, o espaço e o tempo não existem de fato, são apenas ferramentas da nossa mente para que possamos compreender o universo.

Assim, a vida e a biologia criaram a realidade, mas sem a noção linear e limitante que costumamos assumir. A vida não se trata de um tempo com passado, presente e futuro, são apenas percepções da nossa consciência e criadas por ela.

A vida após a morte

Outro ponto importante do biocentrismo é a questão da vida após a morte. Como, para a teoria, o espaço e o tempo não existem – a morte também não faz sentido.

Lanza diz que nosso corpo físico morrerá, sem dúvida, mais cedo ou mais tarde. Porém a consciência é capaz de se manter, já que ela consegue existir fora das restrições de tempo e de espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar, tanto no corpo humano, como no exterior de si mesma.

Além disso, para o cientista, existem múltiplos universos. Assim, é possível que seu corpo esteja morto nesse universo, mas vivo e existindo em outro, absorvendo a consciência que migrou para este universo.

Teoria do multiverso

Em relação à existência de outros universos, não é apenas Lanza que defende a ideia. Existem inúmeros físicos e astrofísicos que concordam com a existência de mundos paralelos, dando origem à teoria do multiverso.

Assim, na visão de Lanza, a nossa vida física individual seria apenas uma emergência temporal, um fragmento da realidade restritiva a qual estamos acostumados, mas que seria “recomeçada” quando morremos.

A vida, então, apenas se manifesta temporalmente na matéria, dentro dos limites do nascer e do morrer, e transcende o tempo cronológico. Dessa maneira, quando o nosso corpo físico morre, a nossa mente continua existindo, já que ela faz parte do universo.

Após a morte do corpo físico, nossa mente migraria para outros universos paralelos – e assim ela seria capaz de interagir e voltar à dimensão física para um novo ciclo de desenvolvimento pessoal, auxiliando, também no desenvolvimento coletivo.

Embora pareça algo bastante complicado de se provar, existem outros estudos que dão suporte a essa ideia, como as experiências de quase morte (EQM) analisadas pelo Dr. Stuart Hameroff. Para ele, quando a EQM ocorre, a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dirige ao espaço.

A interpretação quântica da consciência de Lanza explica outros fenômenos além das EQMs, como a projeção astral, experiências fora do corpo e a reencarnação. Nesse último caso, para o cientista, a energia da consciência é “reciclada” e retorna em um corpo diferente em algum momento – e nesse meio tempo ela continua existindo fora do corpo físico em outro nível de realidade e até mesmo em outro universo.

Quais são as bases do Biocentrismo Quântico?

Está complicado entender o Biocentrismo Quântico proposto por Lanza? Abaixo resumimos os sete princípios básicos da teoria:

  1. O espaço e o tempo não são realidades absolutas, portanto, a realidade “externa” seria apenas um processo de criação e consciência;
  2. As nossas percepções externas e internas estão ligadas, de forma profunda, sendo impossível dissociar uma da outra;
  3. O comportamento das partículas subatômicas está associado à presença de um observador consciente. Sem essa presença, as partículas existem em um estado indeterminado de probabilidade de onda;
  4. Sem a consciência, a matéria permanece em um estado indeterminado de probabilidade. É a consciência que precede o universo;
  5. A vida cria o universo e não o contrário, como estabelecido pela ciência tradicional;
  6. O tempo não tem existência real fora da percepção humana;
  7. O espaço, assim como o tempo, não é um objeto, ele é uma forma de compreensão e não existe por conta própria.

Quais os impactos do biocentrismo quântico?

Essas ideias propostas por Robert Lanza movimentaram o mundo científico e também a internet. Afinal, um dos princípios fundamentais da teoria é de que a realidade envolva a consciência.

Assim, é graças a essa noção de consciência que o cientista pode explicar questões sensíveis como vida após a morte, múltiplos universos e experiências de projeção astral e saída do corpo.

Independentemente de crermos ou não no biocentrismo, ele trouxe à luz um debate importante sobre a nossa mente e consciência – e o poder que ela tem sobre tudo que a envolve.

E se a nossa consciência é capaz de ajudar na criação do universo, da realidade e até mesmo consegue sobreviver à morte física, imagina o que ela não pode fazer por você no presente?

Por isso, cuidar da nossa mente, dos nossos pensamentos e do nosso “eu interior” é tão essencial, afinal nós somos essa energia – que pode se manter mesmo após a morte do corpo físico e viajar para outros mundos, aprendendo, se aprimorando e voltando em outros corpos para continuar o seu próprio desenvolvimento e dos demais.

Quem é Robert Lanza?

Antes de lançar a ideia inovadora, o cientista participou de diversas pesquisas de abordagem tradicional, incluindo pesquisas em Psicologia (na linha behaviorista, junto de Skinner), conta com diversos artigos publicados na Science (uma das principais revistas científicas do mundo) e também foi estudioso na área das células-tronco.

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