Inteligência Emocional: por que você precisa adquirir para crescer profissionalmente

Tempo de leitura: 8 minutos

Se você já passou por processos de recrutamento e seleção ou tem o hábito de ler sobre o setor de RH, com certeza deve ter se deparado com a expressão inteligência emocional ou quociente emocional (QE).

Em alta, as empresas têm investido nos profissionais que, mais do que apenas conhecimentos técnicos sobre sua área, sabem relacionar-se bem com os próprios sentimentos e emoções e com os dos demais.

Quer entender melhor o que é inteligência emocional e como ela pode ajudar na sua carreira? Continue a leitura.

O que é inteligência emocional?

De uma maneira geral, podemos entendê-la como a capacidade que um indivíduo possui de expressar a sua emoção, assimilá-la ao pensamento, compreendê-la e saber raciocinar com ela, e ainda saber regulá-la em si e nos outros.

Para ter um alto grau de inteligência emocional, espera-se que a pessoa seja capaz de:

  • perceber as emoções (tanto suas quanto dos demais);
  • raciocinar por meio das emoções;
  • entender as emoções (captar variações emocionais que podem não ser muito evidentes e compreendê-las a fundo);
  • gerenciar as emoções, sabendo lidar com os próprios sentimentos.

Qual a relação entre inteligência emocional e desenvolvimento profissional?

Depois de entender melhor o que é a inteligência emocional, já deu para notar que desenvolvê-la é capaz de trazer inúmeros benefícios, não é mesmo? Em relação à carreira, pensar em como você lida com seus sentimentos e emoções também é importante.

Alguns pesquisadores já descobriram, por exemplo, que equipes com um alto grau de quociente emocional conseguem controlar melhor o estresse no ambiente de trabalho. Já os empreendedores que possuem essa parte bem desenvolvida, são mais resilientes ao enfrentarem obstáculos, além de lidarem melhor com os funcionários e clientes.

Alguns dos pontos positivos dos profissionais com a inteligência emocional mais desenvolvida (e valorizados pelas empresas) são:

  • entendem seus próprios comportamentos, suas forças e fraquezas;
  • são mais calmos, conseguem manter o controle e lidam melhor com momentos de pressão e empasses;
  • conseguem pensar criticamente sobre os acontecimentos e encontrar formas adequadas de lidar com cada situação;
  • servem de exemplo para os demais colaboradores;
  • conseguem se conectar melhor com os outros profissionais e clientes (especialmente graças aos altos níveis de empatia);
  • conseguem “virar o jogo” em momentos de dificuldade e impedem que sentimentos ruins desestabilizem as equipes;
  • sabem se comunicar de forma clara e têm um bom poder de influência;
  • são mais felizes e realizados no trabalho;
  • possuem um senso de responsabilidade mais aguçado e melhor visão de futuro;
  • ajudam a enriquecer os relacionamentos interpessoais;
  • tomam decisões de forma mais sábia, segura e considerando as demais pessoas;
  • administram melhor o tempo e são mais produtivos;
  • são ótimos líderes;
  • têm mais qualidade de vida, mais disposição, vitalidade e bem-estar.

Justamente por essas características é que muitas empresas estão em busca de talentos com alto grau de inteligência emocional – e também privilegiam essas pessoas na hora das promoções.

Como desenvolver a inteligência emocional?

Embora existam aspectos da nossa personalidade que sejam permanentes, a boa notícia é que você pode desenvolver a sua inteligência emocional, tornando-se alguém mais equilibrado e empático, e também mais valorizado pelo mercado de trabalho. Veja as dicas que separamos.

Invista no autoconhecimento

Um dos passos mais importantes na direção da inteligência emocional é o autoconhecimento. Afinal, quanto mais você entende sobre si mesmo, mais fácil é perceber o que precisa ser modificado e o que pode ser valorizado.

São muitas as técnicas que você pode usar nesse sentido. Uma bem interessante é pedir para 3 ou 4 pessoas próximas para lhe ajudar. Faça a elas algumas perguntas como: qual é o tipo de problema que faria você me chamar para ajudá-lo? Em qual situação você jamais se lembraria de mim para ajudá-lo?

Pode ser que as pessoas lhe digam que você é bom para resolver conflitos, mas péssimo para organização, por exemplo. Esse feedback ajuda a entender seus pontos fortes e fracos e o que você pode começar a melhorar.

Outras ferramentas interessante são o inventário comportamental e o diagnóstico de personalidade. Elas podem ser encontradas em sites na internet e ajudam a identificar características sobre você, como: atenção aos detalhes, formas de se relacionar, entre outros.

Pratique o autocontrole

Depois de perceber quais características precisam ser mais bem desenvolvidas, é importante estar disposto a mudar e tentar cultivar novos hábitos. Não se engane, pois esse não é um processo simples.

Por isso, é indispensável que a mudança faça sentido para você. Defina um incentivo para realizar essas mudanças e comece a praticar.

Se alguém lhe disse que você tem dificuldades de interagir com as pessoas, atente-se aos hábitos que pioram esse quadro, como passar muito tempo no celular, por exemplo. Caso esse seja um gatilho para você, comece a se controlar e evite o usar o aparelho em momentos de interação, como reuniões, almoços e outros.

Além disso, é importante reduzir a impulsividade e trabalhar suas emoções, evitando perder a calma e agir por impulso ou raiva em momentos nos quais se exige um bom autocontrole.

Primeiro, identifique as situações que lhe deixam nervoso ou irritado. E depois tente sempre recobrar a calma antes de agir. Alguns exercícios que podem lhe ajudar são:

  • respiração;
  • meditação;
  • exercícios físicos (corrida, caminhada, pilates, ioga etc.).

Trabalhe as emoções negativas

Lidar com emoções negativas é algo inevitável, o que pode mudar é a forma como você reage a elas ou deixa com que elas lhe impactem.

Assim, se as emoções negativas aparecerem (por exemplo insegurança, medo, raiva, tristeza e outras), tente entender de onde elas surgem e analise a situação geradora das emoções negativas de forma mais imparcial.

A ideia não é sufocar as suas emoções, mas não deixar que elas dominem seus dias e se tornem problemas graves, como crises de ansiedade ou estresse. Nem sempre esse é um processo simples e se você tem o hábito de “remoer” situações negativas, talvez seja interessante buscar ajuda especializada de um psicólogo.

Uma dica para entender melhor a forma como lida com essas emoções é criar um diário e escrever seus pensamentos e sentimentos. Assim, você conseguirá identificar melhor as causas desses problemas e pensar em maneiras de lidar com elas.

Reduza o estresse e a ansiedade

O estresse é um sentimento comum à nossa vida moderna, assim como a ansiedade. Contudo, é importante saber lidar com eles e evitar que dominem nossa mente.

Quando estiver sob pressão, tente sempre manter a calma e não se envolver com os sentimentos de raiva e desespero criados. Algumas dicas rápidas ajudam nessas situações como tomar ar fresco, lavar o rosto com água fria, controlar a respiração ou dar uma caminhada leve.

Além disso, tenha hobbies e busque se divertir além do trabalho, passando momentos em família ou com os amigos para aliviar a mente.

Pratique a empatia

A empatia é de suma importância para o desenvolvimento da inteligência emocional. Ela busca nos colocar no lugar do outro, permitindo que enxerguemos a forma como o outro sente, age ou se comporta, favorecendo os relacionamentos e a comunicação.

Comece criando o hábito de conversar com as pessoas ouvindo-as genuinamente e sem julgar o que o outro está lhe contando. Com o tempo, tente se colocar “na pele” dos outros e entender suas atitudes a partir dos sentimentos e das vivências de cada pessoa.

A partir daí, o respeito será mútuo e você conseguirá se tornar uma pessoa mais tolerante, amigável e bem disposta com os demais. Mas lembre-se que esse é um processo contínuo.

Busque feedbacks

O desenvolvimento da inteligência emocional é um ciclo contínuo. Por isso, crie o hábito de pedir feedbacks sinceros para as pessoas próximas. Isso ajudará a compreender como os outros lhe enxergam e também a encontrar pontos que ainda precisam ser melhorados.

Como você viu, a inteligência emocional é algo extremamente importante, capaz de nos ajudar a sermos mais equilibrados e felizes e também profissionais mais valorizados pelo mercado de trabalho.

Para desenvolvê-la é preciso investir em autoconhecimento e motivação, já que o ciclo é contínuo e envolve, principalmente, a mudança de hábitos.

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