Dê chance para competências “escondidas” dos colaboradores

Tempo de leitura: 8 minutos

É inegável que para uma empresa crescer e se diferenciar no mercado, a participação dos colaboradores é extremamente importante. Mas nem sempre é fácil para os gestores manterem seus times motivados ou ainda conseguirem extrair o máximo das competências de cada profissional.

Justamente nesse sentido, compreender a competência de cada um, os medos e até as crenças limitantes ajuda a desenvolvê-los melhor e, claro, traz mais resultados aos negócios.

Porém, como desenvolver essas competências quando nem os próprios colaboradores sabem que as possuem? Entenda como a sua empresa poderá ajudar seus funcionários no processo de autoconhecimento. E também de que modo isso trará resultados à sua companhia.

O que é o desenvolvimento de pessoas e qual a sua importância?

O desenvolvimento de pessoas é um tema com o qual todos os líderes deveriam se importar. Afinal ele visa capacitar e transformar os colaboradores, focando não apenas no conhecimento técnico, mas sim na evolução pessoal de cada funcionário como indivíduo, fortalecendo sua autoestima e autoconhecimento.

Assim, o desenvolvimento de pessoas busca identificar e ampliar as habilidades de cada profissional, fazendo com que ele se torne uma pessoa melhor. E, claro, acabe também trabalhando de maneira mais eficaz, se dedicando ainda mais ao negócio e conquistando avanços significativos na sua carreira.

Para isso, é indispensável que os líderes consigam enxergar cada funcionário como um ser humano, analisando e conhecendo suas principais competências e habilidades e oferecendo suporte para que ele consiga superar suas barreiras, medos e outros sentimentos que impeçam seu crescimento pessoal e profissional.

Importância

Muitos gestores ainda não se preocupam com o desenvolvimento pessoal porque acreditam, erroneamente, que apenas a competência técnica é válida em um ambiente de trabalho.

Isso não é verdade. Cada vez mais as empresas de sucesso têm buscado trabalhar questões comportamentais em seus funcionários, afinal, elas ajudam (e muito) o indivíduo a se sentir mais feliz, motivado e inspirado dentro da empresa, trabalhando melhor e rendendo mais.

Quando a empresa investe no desenvolvimento pessoal, o colaborador se sente mais acolhido e também passa a entender o quanto ele é importante para o sucesso do negócio, repensando sua atuação.

Além disso, ao ajudar a “resolver” questões emocionais, a empresa auxilia o colaborar a superar crenças limitantes e a se conhecer melhor, motivando-o a buscar o seu crescimento pessoal e profissional, o que se traduz em um desempenho melhor dentro da empresa, mais garra e também vontade de crescer junto do seu negócio.

Como usar o desenvolvimento de pessoas para identificar as competências de cada colaborador?

Já deu para notar como o desenvolvimento de pessoas é extremamente importante em qualquer empresa? Para que ele traga os resultados esperados, contudo, é essencial que você, como líder, consiga identificar as competências de cada funcionário e ajudá-lo a desenvolvê-las.

Mas nem sempre essas competências são assim tão perceptíveis, não é mesmo? Nesse caso, existem algumas técnicas e dicas que podem ajudá-lo. Confira!

Inteligência emocional e crenças limitantes

A inteligência emocional tem sido cada vez mais valorizada no ambiente corporativo e ajuda os profissionais a desenvolverem o autoconhecimento e a “aprenderem” a lidar melhor com diversos tipos de situações.

Entre os benefícios da inteligência emocional também se encontra a identificação das crenças limitantes. Elas são aqueles pensamentos, até mesmo inconscientes, que temos sobre quem somos e o que fazemos — e que nos impedem de crescermos como pessoas e profissionais.

Essas crenças podem ser adquiridas de várias maneiras, como: dentro de casa, com os pais ou outros familiares desvalorizando o indivíduo, impostas pela sociedade ou até mesmo desenvolvidas a partir da experiência individual.

Alguns exemplos de crenças limitantes são: “não sou bom o suficiente para determinado cargo, então nem tentarei determinada promoção”, “nunca vou alcançar meus sonhos, por isso nem vou me esforçar para dar certo”, “eu não mereço coisas boas”, “não sou bom em resolver problemas”, “sou burro, não consigo aprender nada” etc.

Perceba que, como essas crenças são internalizadas, por mais que o profissional tenha um excelente rendimento, ele poderá acabar não evoluindo o quanto poderia na sua carreira, justamente por questões de autoconfiança.

Ao trabalhar a inteligência emocional, a sua empresa ajudará seus funcionários a entenderem quais são suas crenças limitantes, de onde elas veem e como impactam no seu dia a dia e no seu desenvolvimento profissional, criando mecanismos para superá-las.

Análise do perfil de cada colaborador

Conhecer o seu time é extremamente importante, mas é preciso entender muito bem o que cada colaborador faz de melhor e de pior. Fazer um mapeamento não apenas das competências técnicas, mas também do perfil comportamental de cada funcionário é extremamente importante.

Assim, você conseguirá entender melhor em quais funções determinada pessoa se sentirá mais à vontade e poderá render mais — e quais deveriam ser evitadas porque não são adequadas ao seu perfil.

Essa análise também deverá envolver outros pontos além das competências dentro da empresa. Por exemplo, pode ser que um funcionário extremamente tímido nas relações de trabalho seja um exímio cantor ou ator fora do expediente. Por que não tentar desenvolver essas competências que ele apresenta para música e atuação dentro do seu negócio?

Você também pode investir em tentar compreender melhor os sonhos de cada colaborador, o que ajuda a entender de forma mais profunda a sua motivação para o trabalho.

Rotação de cargos

Às vezes, nem nós mesmos sabemos que podemos render em determinada posição ou termos certas habilidades para essas áreas. Seja por crenças limitantes ou por desconhecermos determinados pontos da nossa personalidade.

A rotação de cargos, visa, justamente, motivar o colaborador a se descobrir e também a trazer mais motivação e desafio no dia a dia.

Essa rotação poderá ser feita verticalmente, com uma promoção provisória para que o colaborador assuma uma posição mais complexa, ou horizontalmente, quando há uma transferência lateral de pessoas em curto prazo para a absorção de conhecimentos e experiências de mesma complexidade.

A partir desse exercício, além de entender melhor cada competência “escondida” do seu funcionário, você notará seus times mais unidos. Isso porque cada colaborador passa a compreender melhor o trabalho e as dificuldades do cargo alheio.

Grupos mistos

Você é daqueles que acreditam que para resolver uma demanda financeira precisa ter no seu grupo apenas especialistas financeiros? Essa é uma ideia que não condiz exatamente com a realidade.

Cada vez mais, as empresas têm visto que os grupos mistos ajudam na busca por soluções mais criativas e dinâmicas, principalmente ao trazer a visão de pessoas de fora do setor.

Além disso, você estará motivando cada colaborador a desenvolver outro tipo de competência e a entender outro setor da sua empresa. Os grupos mistos favorecem justamente esse “pensar fora da caixa”, fazendo com que eles enfrentem desafios diferentes e precisem desenvolver habilidades igualmente distintas.

Treinamentos de desenvolvimento pessoal

Oferecer treinamentos e capacitações é importante para qualquer empresa, mas que tal ir além daqueles que visam o aperfeiçoamento técnico?

São muitas as possibilidades que ajudam a transformar o colaborador, como técnicas de coaching, desenvolvimento pessoal, dicas de inteligência emocional, apoio psicológico, educação financeira etc.

Pense em quais são as principais habilidades que você deseja desenvolver nos seus times e, então, encontre os melhores treinamentos que auxiliem os funcionários a desenvolverem suas competências emocionais e comportamentais.

Como você viu, para que os colaboradores rendam adequadamente e queiram crescer junto com a empresa é preciso também focar no desenvolvimento da competência emocional e comportamental de cada um.

Contudo, nem sempre é fácil entender quais são as possibilidades de cada funcionário. Afinal, às vezes, nem eles compreendem bem quais são os seus potenciais.

Nesse ponto, a empresa pode ajudar bastante com técnicas de desenvolvimento pessoal e de estímulo ao autoconhecimento, ajudando-os a superarem crenças limitantes e a se conhecerem melhor, tornando-se indivíduos mais completos e funcionários mais motivados.

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