Cinco boas razões para celebrar mais

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Nossa cultura não nos estimula muito à prática da gratidão e da celebração cotidiana. “Grandes datas”, como aniversários e formaturas, parecem ser dignas de atenção, mas onde ficam as conquistas do dia a dia?

Ao contrário de outras culturas, como as indígenas e orientais, no mundo ocidental esquecemos muitas de nossas tradições, cerimônias e celebrações, especialmente em torno do trabalho que fazemos. Em nome da produtividade, nossa cultura diminuiu o prazer com ocorrências cotidianas, como o nascer do sol, e eventos sazonais importantes, como o tempo da colheita. Assim como os índios, precisamos lembrar que quando as plantações estão seguras, é hora de dançar e se divertir.

A gratidão é a energia que nos abençoa com um fluxo maior de outras boas energias. Celebrar é reconhecer em si mesmo a capacidade de completar com sucesso cada pequeno passo. A conclusão disso é a conquista triunfante de nosso objetivo e nosso sinal de avançar para o frescor de novos desafios e descobertas. Aqui estão cinco boas razões para celebrar com mais frequência.

A celebração nos ajuda a permanecer no presente, no “aqui e agora”, onde está o nosso poder

Ao celebrar a conclusão de cada pequeno passo, aproveitamos as poderosas energias de gratidão e impulso. Thomas Edison nos ensinou que até mesmo cada erro ao longo do caminho é motivo de celebração. A vida é toda sobre a jornada e isso significa que cada passo, assim como chegar ao nosso destino, faz parte desse processo.

Celebração constrói o respeito próprio

Os outros nos tratam de acordo com a maneira como nos tratamos. É importante manter-se em alta consideração. Talvez seus primeiros cuidadores não tenham celebrado sua presença e seu brilho especial (mesmo tendo feito o melhor que podiam). A celebração substitui esse condicionamento limitado e direciona sua programação interna para que seja mais natural pensar bem sobre si mesmo.

A celebração alimenta nossa necessidade básica de amor próprio

Celebração é nutrição emocional. No entanto, às vezes, simplesmente não sentimos vontade de celebrar porque temos o hábito de nos julgarmos de forma muito severa. Quando isso acontece, há um sentimento negativo sobre um evento desafiador do nosso passado que permanece em nossos corpos. Alguns de nós, inclusive, são muito mais duros consigo mesmos do que com os outros. Pegue leve com você. Somos todos humanos, passíveis de erros e também (acredite) de acertos maravilhosos. Celebre as coisas boas e corrija aquelas que não saíram como você queria. Mas sem olhar para trás!

Celebração é uma ampliação positiva

Aquilo em que nos concentramos se expande. Quando minimizamos uma conquista ou deixamos de comemorá-la, estamos dizendo a nós mesmos que não fizemos o suficiente para nos orgulharmos de nós mesmos – por isso nossa dúvida é o que se expande. Quer concluir mais projetos com menos procrastinação e culpa? Então não pule este poderoso estágio do processo. Comemore com mais frequência. Honre suas conclusões, grandes e pequenas, em comemorações, para que você expanda mais o que deseja em sua vida.

A autopromoção e o marketing desavergonhado são ferramentas de celebração

“Se você se sente tímido com relação ao que faz bem, não será muito atraente”, disse Thomas J. Leonard. Em 1998, bem antes do lançamento do best seller “O Segredo”, Leonard, em seu livro inovador, “The Portable Coach” (“O Técnico Portátil”), compartilhou suas 28 Leis da Atração. A número 7 é “Venda Seus Talentos Sem Vergonha”, onde ele explica a diferença entre confiança e arrogância. “Confiança é saber exatamente o que você faz bem e o que não faz bem. A arrogância é uma maneira de encobrir o que você não faz bem.”

Às vezes lamentamos nossa falta de progresso e seguimos em buscas infrutíferas por uma resposta. Mas muitas vezes o que está faltando é tão simples quanto um pouco de autorreconhecimento. Seu próprio ser é motivo suficiente para celebrar.

O que acha? Você está comemorando o suficiente? O que você realizou recentemente que é motivo para comemorar? O que você passou sem dar o devido reconhecimento?

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